Os limões da tequila. A tinta da caneta. As paginas do livro. E o açucar do café!

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Deixe o sol chover sobre mim.

São três e trinta e oito da manha e eu não consigo dormir, estou com uma garrafa de cerveja na mão e um potinho de sal do lado, passo ele no gargalo porque gosto de beber assim e nao importa o quão estranho pareça. Estou desempregada a uma semana e a inutilidade começa a tomar conta do meu ser, esses dias em casa estão me deixando entediante e talvez eu tenha engordado um quilo ou dois, o que no meu caso, ja nao faz mais diferença alguma. Tenho que evitar sal e bebida alcoolica por problemas de coração, embora eu só tenha vinte, e talvez isso seja um suicidio alternativo, mesmo que fosse saudavel, ainda assim seria um velho coração de qualquer forma de tantos remendos que ja possui. Ainda nao descobri uma grande habilidade ou um bom talento, mas os procuro a cada dia ao abrir os olhos; procuro na borra dos cafés, na espuma de uma cerveja que sobra no copo, nas bolhas de chocolate de um leite mal mexido, nas entrelinhas de um livro que nao terminei de ler. Tenho sonhos que meu psicologico fisico sabe que serão só sonhos, porem, eu permito que meu psicologico mental sonhe e imagine, porque eu nao posso acabar com todas as formas de ilusão que eu venha a ter. Talvez eu me embriague essa noite pra esquecer, embora eu pareça mais sobria quando o alcool corre por essas veias, é o lance do se soltar, a naturalidade acontece dependendo do seu grau de alcoolismo, não se engane achando que isso vem de graça. Hoje, que no caso ja é ontem, mas que ainda é hoje porque eu ainda nao dormi, não foi um bom dia, algumas palavras acabam comigo, e esse jeito sensivel estupido ainda permite que o vomito de palavras das pessoas me cortem como estilhaços. Eu mato baratas, brinco com ratos, encaro numa boa a dor fisica, mas sou mais fragil que uma taça de cristal e sei os complicamentos que isso me traz, se é que essa palavra existe, porem, na pratica eu sei que sim. Tenho desejos carnais, como um animal selvagem, embora, nos ultimos dias, eles estejam reprimidos e escondidos em algum lugar do meu intimo que eu mal consigo achar e coloca-lo pra fora denovo, e eu não sei a qual tipo de risco isso vai me levar. Eu não sei em que esquina perdi o meu poder, ou em qual sarjeta eu a deixei e esqueci de voltar pra buscar, só sei sobre a falta que me faz, falta essa que não sei sentir sobre todas as outras coisas que normalmente as pessoas são destinadas a sentir. Eu tenho quatro paredes brancas pra cansar meus olhos, e por mais imoveis que possam estar, elas podem me espremer como laranjas. Ou podem me jogar fora como a maçã podre do cesto, mesmo que só um lado esteja podre, porque ninguem quer metade quando pode ter o todo. Eu não estou mais sangrando agora, e perdi a parte em que dizia que isso deveria ser bom e eu não sei que tipo de melhora expulsar todas essas coisas pra fora pode me trazer, quando eu só vou fingir que não preciso delas, quando eu abrir os olhos amanhã e ficar horas procurando novas razões na rachaduras do meu teto.

13 Vomite suas palavras aqui :D:

Brad Pághanni disse...

Ah, pelo amor de Deus... Fala sério!
Vinte anos de idade, falando como se tivesse 60 com câncer terminal?
Tantas coisas por aí... Projetos para ingressar em uma faculdade, sem ter que pagar um puto.
Tanto emprego no jornal. É só arrancar esse tédio que existe dentro de você, como você mesmo disse que existe, e levantar a sua bandeira.
Olha quanta coisa boa:
Livro, Internet, passeio, praia (mesmo com chuva), shopping, amigos, e você fica aí, trancafiada nesse quarto dizendo que a espuma da cerveja é assim, ou assada?
Pensa nisso no que te disse.

Flayshon disse...

Eu concordo com o amigo acima. Ao que parece o real problema não é a perda do emprego.

Eu vou fazer 20 anos em setembro, e embora não esteja tão mal quanto você, não deixa de ser um possibilidade que em breve eu tenha que me virar sozinho. Talvez eu tenha que largar a faculdade pra trabalhar, mas não penso tão negativamente quanto a isso. Tudo tem seu lado bom.

Não vou entrar no falso moralismo de que tem pessoas em estado pior do que você, mas é preciso levar em conta que essas ao menos ainda lutam, mesmo sem muitas perspectivas.

Álcool e sal não vão te trazer paz...a morte muito menos (não espere coisa boa de algo que você não conhece ou entende).

Faça como o Brad mencionou...pegue um jornal e corra atrás de um emprego, pague suas contas e desfrute das coisas boas da vida. Ou procure algo melhor se puder. Mesmo que isso represente 1% do seu dia-dia, já terá feito com que todo resto valha a pena.

Att,
Flávio.

ღ Sensitivity ღ disse...

Não pode ficar nesse tédio. A vida não vai parar para você melhorar. Você precisa tentar achar ânimo e planejar algo que você possa mudar essa situação. Desde o ano passado a minha vida não anda nada fácil. Eu estou apegada em uma força que criei não sei como. Assim vai. Larga cervaja que ela não é boa conselheira. Beijinhos.

Max disse...

Caramba, que texto. Parece muita mais com um resumo na contracapa de um livro de autobiografia de alguém que tem uma vida muito agonizante. ADorei a sensibilidade do seu texto e dos detalhes, texto que prende, e até me identifiquei em muitas coisas. Também sou um daqueles "valentões" que aguentam até murro na cara mas não aguentam uma palavra pronunciada com rancor...
Adorei o blog, estou seguindo. Quando poder dá uma passada no meu ;)
Abraço!

Anônimo disse...

eu tenho dúvida se esse texto é real ou fictício, ou se ele é fictício com um pouco de inspiração real;
se ele real, eu te digo, que não é só você ki está nessa situação, todo mundo tem uma cruz a carregar, e ñ é por causa disso ki vc tem ki parar, pelo contrário, aí sim ki vc tem ki arrancar forças do seu interior, e caminhar, caminhar em busca de seu próprio bem estar.
mas se ele for fictício, e eu acho mais ki ele seja puramente fictício, mto bem escrito, me lembr os textos do ultraromantismo... simplesmente perfeito, retrata uma agonia de uma forma ki o leitor se envolve e sente agoniado tb
enfim, blog nota 10, vou seguir!



http://diariodagarotadevariasfaces.blogspot.com/
sigo quem me segue e retribuo comentários

Lucyano disse...

Texto fictício e bem redigido.
Abraço
Lucyano
http://cinemaparceirodaeducacao.blogspot.com/

Suzy Carvalho disse...

Agradecendo os comentarios acima, mas não é ficticio, é só um dia ruim e a minha vida. ;D

Paulo Cheng disse...

Creio que as diversas situações da vida servem para nos amadurecer, mesmo aquelas que parecem nos colocar pra baixo. Creio que seja só uma fase, mas depende de vc QUERER superar o mais rápido possível.

Parabéns pelo blog, muito legal.

Ramos disse...

3 da manhã...aaaaaaaarr i hate that!

Um dia ou outro isso acontece com todo mundo. Mas esses dias servem pra mostrar, que os outros são bem melhores.
Levanta a bunda da cama, lava o rosto, olha na porra do espelho e se pergunta 'que merda eu to fazendo da minha vida?'

experiência própria ^^

e vai pra guerra menina ;)

Força na peruca! xD


bjauM!



www.suportedamente.blogspot.com

Italo Stauffenberg disse...

cada um com seus pensamentos. a vida é bela!

http://manuscritoperdido.blogspot.com/

Janaína Pupo disse...

Eu adoro cerveja assim e adoro tudo o que vc escreve. Faz pensar, sabe?
Beijos.

Jim Carbonera disse...

triste vida de um desempregado, alcoolatra, suicida!

Relatou bem no conto a triste e conformada de pessoas em momentos depressivos! :D

Bjs

http://www.estilodistinto.com/

Ana B. disse...

SUZYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY! Ta, eu acordei meio agitada hoje '-'
enfiim, quanto tempo! que saudades de te ler! bom, eu já te li na semana passada, mas a internet lenta não me permite postar ¬¬
Enfiim, vc tem um GRANDE talento ok? Qnd vc acordar caçando talentos, vá até o pc e abra o seu blog, suas palavras são seu talento! Escrevee pra caramba garota! E olha, sem querer ser chata... cerveja já tem um gosto horrível, com sal, eu realmente não gosto huahuahua respeito seu gosto, mas não faz bem. :/
Enfiim, foi muito bom lê-la e revê-la, beijos beijos. ♥